CLAUDIO MARQUES
terça-feira, 30 de setembro de 2014
66% dos lançamentos previstos em SP estão a até 1 km do metrô
Linha 6 do Metrô já provoca valorização de até 30% em imóveis da zona norte
JULIA AFFONSO - O ESTADO DE S. PAULO
Obras ainda não começaram, mas o mercado imobiliário já registra aumento da procura e elevação de preços nos bairros que serão beneficiados
Canteiro de obras do metrô na Zona Norte: preços em alta
SÃO PAULO - As obras da Linha 6-laranja do Metrô, em São Paulo mal começaram, mas já começaram a mexer com os preços dos imóveis das regiões ao longo do trajeto. Corretores de imobiliárias ouvidos pelo Estado confirmam a valorização dos imóveis especialmente na Freguesia do Ó, Morro Grande e Brasilândia, com alta de até 30%.
"Já estamos sentindo as pressões de valorização", afirma o vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Ricardo Yazbek. Segundo ele, a valorização pode se estender em um raio de até 600 metros da estação do metrô.
Segundo especialistas do mercado imobiliário, a chegada metrô costuma provocar valorização dos imóveis por até dez anos após a inauguração das estações.
O canteiro de obras da nova linha já foi instalado na avenida Santa Marina próximo à Marginal do Tietê, na zona Norte. As obras já deveriam ter sido iniciadas, mas enfrentam questionamentos na justiça.
"São Paulo tem 7 milhões de veículos licenciados e 11 milhões de habitantes, e cada vez mais as pessoas se preocupam em buscar imóveis que estejam próximos a linhas de transporte", afirma Yazbek.
A linha 6-Laranja irá da estação São Joaquim, no bairro da Liberdade, até a Brasilândia, na Zona Norte. Passará pela Bela Vista, região central da capital, Higienópolis, Perdizes e Pompéia. Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, a tendência é que não haja valorização dos imóveis em Higienópolis. "O preço já é muito alto e parte dos moradores não estavam querendo o metrô."
Em 2011, quando o trajeto da linha foi anunciado, reclamações de moradores que não queriam uma estação no bairro motivaram protestos de grupos favoráveis ao metrô.
A corretora Joana Boaventura afirma que o aumento do preço dos imóveis na Freguesia do Ó, desde o anúncio da chegada do metrô este ano, foi de 20% e o metro quadrado, hoje, custa cerca de R$ 2.500. Para o corretor Vicente Navarro, a valorização trouxe problemas. "Para nós, está até mais difícil negociar. Avaliamos com um preço, mas o proprietário quer mais, por causa da nova linha do metrô."
Na capital, os preços do mercado imobiliário estão subindo de forma 'mais comportada', segundo Yazbek. Entre 2007 e 2011, a aceleração foi grande e teve seu pico. "De 2011 para 2014, o aumento está próximo da inflação. Mas não houve queda de preço."
O metro quadrado paulista é o segundo mais caro do Brasil. Ele fica atrás de imóveis nas Avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto, no Leblon e em Ipanema, respectivamente, no Rio de Janeiro, onde o metro quadrado mais caro pode custar cerca de R$ 55 mil.
No bairro da Vila Nova Conceição e em algumas ruas dos Jardins e de Higienópolis, o metro quadrado chega a ser avaliado em cerca de R$ 30 mil. Alguns bairros da zona norte, Parelheiros e Guianases têm a área mais barata da cidade: entre R$ 2.500 e R$ 3 mil por metro quadrado. A média da capital fica em R$ 7.500.
"Há um desejo natural das pessoas de procurar locais que tenham infra-estrutura, que possa fazer vida na cidade mais fácil. Um bairro que tenha padaria, comércio, serviço, educação e saúde no entorno é mais valorizado, pela comodidade", explica Yazbek.
Sete passos para investir em um imóvel:
- Converse detalhadamente com seus familiares e faça as contas. Não comprometa mais do que 30% da renda familiar com o pagamento das prestações do imóvel.
- Procure saber o tempo que a incorporadora/construtora atua no mercado, quantos empreendimentos ela desenvolveu, construiu e entregou. Pesquise o padrão de qualidade de seus produtos, serviços e atendimento. Consulte os órgãos de defesa do consumidor.
- Informe-se quanto às modalidades de financiamento bancário, entre eles os programas de incentivo à aquisição do imóvel promovidos pelos governos Municipal, Estadual e Federal.
- Veja se poderá usar recursos do FGTS.
- Vá aos lançamentos imobiliários, visite estandes de venda e decorados, converse com corretores.
- Leia com muita atenção o Compromisso de Compra e Venda antes de assiná-lo. Se for possível, consulte um advogado especializado em mercado imobiliário.
- Faça uma reserva financeira para pagar o ITBI (imposto de Transmissão de Bens Imóveis) e o registro de cartório.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Como vistoriar um imóvel para evitar problemas após a compra
Saiba por que você deve ser "chato" ao vistoriar o imóvel que você quer comprar, e veja para onde você tem que olhar para evitar dores de cabeça depois
Por Julia Wiltgen, do site Exame.com
São Paulo – Comprar um imóvel é uma decisão grande e cara. E por mais que à primeira vista o comprador possa se apaixonar por um apartamento e querer fechar negócio imediatamente, o mais inteligente é uma vistoria minuciosa, tanto no imóvel quanto na documentação, para não acabar levando gato por lebre. Você sabe o que você realmente estará comprando? A metragem do imóvel é aquela mesmo? O vendedor pode de fato vendê-lo a você?
Para não cair em armadilhas, tenha em mãos uma cópia da escritura, da matrícula e da capa do IPTU do imóvel. Alguns corretores podem não querer que você tenha acesso à documentação para não identificar o proprietário e acabar entrando em contato diretamente com ele. Se for o caso, peça apenas uma cópia da parte da documentação que traz os dados que você precisa ver.
Saiba para onde olhar para evitar problemas depois da compra:
Verifique se a área informada é aquela mesmo
O que interessa saber é a área útil do imóvel, isto é, a área do imóvel da porta para dentro, que de fato será usada pelos moradores. Muitas vezes os proprietários informam apenas a área total, tanto nos anúncios ou quanto para os corretores. Só que a área total inclui, além da área útil, as frações das áreas comuns pertencentes àquele imóvel.
Dessa forma, um imóvel anunciado por 150 m2 pode, na verdade, ter apenas 100 metros quadrados na sua área interna (área útil). Só que é a área útil o fator mais importante para se calcular o preço do metro quadrado e fazer a comparação com o preço do metro quadrado de outros imóveis na mesma região.
Você deve verificar a área útil na documentação do imóvel. Mesmo assim, às vezes a área útil que consta na documentação é um pouco diferente da área útil real. “Para ter certeza absoluta da área útil que se está comprando, o jeito mais fácil é levar um arquiteto ou engenheiro para medir o imóvel, mas tem que ver se isso cabe no orçamento”, diz Daniele Akamine, advogada e sócia-proprietária da consultoria imobiliária Akamines.
Descubra se o imóvel vem com vaga e conheça o espaço
Ao visitar o imóvel, visite também as vagas de garagem e procure saber como elas são divididas. A vaga é demarcada? Ou é de quem chegar primeiro? Sorteada de tempos em tempos? Há vagas presas? Quão ruins são as piores vagas que podem acabar caindo para você?
Verifique ainda na documentação se o imóvel de fato vem com aquelas vagas. O consultor imobiliário Alex Strotbek, sócio do escritório Areal Pires Advogados, lembra que imóveis mais antigos podem ter uma documentação separada para a vaga de garagem, que tem escritura, matrícula e IPTU próprios. Nesses casos, é preciso saber se essa vaga também será vendida para você e, em caso positivo, pedir também a documentação referente a ela. “Quando a vaga é separada, o dono do imóvel precisa pagar dois IPTUs, um para o imóvel e outro para a vaga”, diz Strotbek.
Faça um inventário de tudo que você vai levar na compra
No caso de um imóvel usado, verifique junto ao proprietário o que de fato ele está vendendo. Você vai comprar tudo que está no imóvel, ou ele vai retirar alguma coisa? Alex Strotbek diz que isso é importante porque às vezes o imóvel tem itens que o comprador acha que vão ficar, mas que o vendedor pretende tirar, como um ar condicionado, um armário de cozinha, lustres ou um varal na área de serviço.
“Pode parecer besteira, mas eu já vi brigas acontecerem por causa de uma duchinha de banheiro, que o vendedor tirou, deixando dois buracos na parede do novo morador”, observa Strotbek. Justamente esse exemplo deixa clara a gravidade da situação: a retirada de certos itens do imóvel pode mudar completamente seu planejamento financeiro para reformas e compra de móveis.
Por isso, o consultor aconselha que se faça um inventário de tudo o que vem incluído na compra do imóvel, informando-se também o que será retirado. Esse laudo será anexado à promessa de compra e venda.
No caso de imóveis de lazer, como casas de sítio, de fazenda ou de praia, isso pode ser ainda mais importante, pois muitos móveis são planejados e precisarão ficar. “As partes podem adotar o conceito de porteira fechada, que prevê que tudo que está dentro do imóvel será vendido junto, com exceção de objetos de uso pessoal”, observa Strotbek.
Verifique se o imóvel e os proprietários não têm dívidas e outras pendências
A matrícula do imóvel traz todas as situações pelas quais aquele bem já passou. Por meio dela é possível saber se há alguma penhora sobre o imóvel, se ele está em inventário, se é alvo da partilha de um divórcio etc. Esse documento também informa quem são os proprietários, e isso não é trivial: só o proprietário pode vender o imóvel a você, e todos os proprietários precisam autorizar a venda.
Convém verificar se a pessoa com quem você está tratando é de fato o dono do imóvel, ou se é um esperto tentando vender um imóvel para um parente, por exemplo; ou ainda, se essa pessoa não tem um cônjuge que desaprova a venda.
Para fazer essas verificações, é preciso pedir a matrícula atualizada do imóvel em cartório. Peça também as certidões negativas dos proprietários, para checar se eles não têm pendências que possam afetar aquele patrimônio posto à venda.
“Ao comprar um imóvel, é bom ter a ajuda de um advogado especializado na área de direito imobiliário, que conheça bem essa parte de documentação e olhe o contrato”, orienta Daniele Akamine.
Não visite o imóvel em apenas um período do dia
Esteja o imóvel pronto ou em construção, visite a região onde ele se localiza no meio da manhã, no meio da tarde e à noite, aconselha Alex Strotbek. Assim, você pode descobrir como é o movimento da região em cada horário, o que é especialmente importante à noite. Pode ser que uma região que parece tranquila seja bagunçada e barulhenta à noite, ou ainda que uma região aparentemente movimentada seja escura e deserta.
O consultor aconselha ainda a fazer o trajeto do local onde fica o imóvel até o trabalho pela manhã, em um dia de semana, para saber quanto tempo você levaria com aquele trânsito – e também qual o nível de estresse para a sua locomoção. Escolha um dia no fim do expediente para fazer o mesmo com o trajeto de retorno.
Se o imóvel estiver pronto, visite-o também nos três períodos do dia para ver a posição do sol e checar se ele é muito quente ou muito frio.
Se for apartamento, converse com o porteiro e o zelador
Para Strotbek, esse é o melhor jeito de saber se a rua alaga, se falta luz com facilidade quando chove (por um problema da região ou do próprio prédio), se há problemas de infiltração no prédio, entre outros problemas que os moradores só costumam descobrir depois que moram no local há algum tempo.
Se houver algo que você detesta na sua moradia atual, não se esqueça de perguntar ao porteiro ou ao zelador se aquele prédio tem o mesmo problema. “O comprador não pode ter preguiça ou vergonha de perguntar, porque ele pagará por isso depois”, diz o consultor.
Descubra se as paredes são de alvenaria
Se você está comprando um imóvel mais novo, é possível que alguns detalhes do acabamento deixem a desejar. Mas o que atormenta mesmo os moradores de empreendimentos novos é a questão da privacidade. Ouve-se tudo o que acontece em volta, principalmente do seu vizinho de cima.
Quanto a isso, não há muito que se fazer, embora em certos casos você possa reforçar o teto. Mas Alex Strotbek orienta o comprador a sempre checar se as paredes internas são de alvenaria ou de drywall, que permitem que o som vaze com mais facilidade.
Cuidado com o apartamento decorado
No caso da compra de um imóvel na planta, é bom não se empolgar com o apartamento decorado. Os arquitetos usam diversos recursos de decoração para fazer os ambientes parecerem mais amplos, mas não necessariamente os seus móveis vão caber ali daquela maneira. Tenha em mente que o apartamento decorado serve para você ter uma ideia de como será o ambiente habitado, mas nunca se esqueça da área útil que você está comprando.
Menor apartamento do Brasil custa cerca de R$ 270 mil
Unidade com 18 metros quadrados faz parte de empreendimento no centro de São Paulo. Conheça o microapartamento e veja o que pesar na compra desse tipo de imóvel
São Paulo - Sofá que vira cama na sala de 15,6 metros quadrados, integrada à bancada da cozinha e com armário embutido. Varanda com 1,10 metro quadrado e banheiro com 1,30 metro quadrado. Essa é a planta do menor apartamento lançado no país, que será comercializado em um empreendimento da construtora Setin no centro de São Paulo.
A estimativa é de que o preço do metro quadrado no Downtown São Luis custe 15 mil reais. Ou seja, o preço da unidade está na faixa de 270 mil reais.
Seis apartamentos com a metragem poderão ser adquiridos no prédio com 200 apartamentos, que terá 30 imóveis com área de até 20 metros quadrados. A maior unidade vendida no lançamento terá 42 metros quadrados.
O menor apartamento no lançamento da Setin tem um metro quadrado a menos do que unidades do empreendimento Casa Quatá, lançado no ano passado pela Vitacon na Vila Olímpia, no sul da cidade, que têm 19 metros quadrados.
A maioria dos interessados no novo empreendimento da Setin, que ainda não está aberto para comercialização, são investidores em busca de renda para aluguel na região, mas também jovens que buscam imóveis para morar. O público alvo é a classe A.
Tudo perto e serviços pagos
Apartamentos menores são uma tendência nas grandes metrópoles em todo o mundo.
Além de mais adequados ao estilo de vida de jovens e solteiros, esses produtos tornam a compra do imóvel mais acessível em regiões próximas ao local de trabalho e serviços, cada vez mais valorizadas nas cidades que enfrentam problemas de mobilidade.
Apenas nos últimos doze meses, os preços de anúncios de imóveis em bairros nobres e próximos a centros comerciais em São Paulo aumentaram, em média, 12%, de acordo com levantamento feito pelo FipeZap.
Em Tóquio, no Japão, onde o preço do metro quadrado é ainda mais valorizado do que o de São Paulo, é possível encontrar unidades menores do que as comercializadas na cidade.
A mobilidade é o maior atrativo dos microapartamentos. Geralmente esses imóveis ficam próximos a regiões com oferta de serviços ou que concentram prédios comerciais, e podem ser facilmente acessadas, inclusive utilizando o transporte público.
Esses tipos de empreendimentos também costumam ter uma estrutura de serviços oferecida aos moradores.
O empreendimento da Setin, por exemplo, terá serviços pagos à parte, semelhantes aos oferecidos por hotéis. As poucas garagens para automóveis podem ser adquiridas à parte na compra, e o prédio terá um bicicletário.
O que considerar na compra
A aquisição é recomendada para quem mora sozinho, passa a maior parte do dia trabalhando ou fora de casa e quer ter menos gastos com limpeza e manutenção do imóvel.
A opção pelo apartamento pode também significar maior qualidade de vida, pois a localização pode oferecer mais opções de transporte e diminuir o tempo de deslocamento até o local de trabalho e áreas com maior oferta de serviços.
Mas a comodidade tem um preço. “É como comprar um pote de margarina. Se você compra o de 500 gramas, paga um preço determinado. Mas se optar pelo de 250 gramas, paga menos, mas o valor proporcional é maior”, explica o consultor financeiro Mauro Calil.
Além do preço do metro quadrado dos microapartamentos ser proporcionalmente maior, esses empreendimentos oferecem serviços que podem fazer com que o condomínio fique mais caro.
No médio e longo prazo, a manutenção desses serviços pode provocar reajustes na taxa condominial e pressionar o orçamento do proprietário.
Para não ter surpresas com custos a mais, o comprador deve verificar o número de unidades do empreendimento. Quanto maior, menor devem ser os reajustes do preço do condomínio ao longo do tempo.
Também deve ser analisado quantos funcionários trabalham no empreendimento, pois a mão de obra corresponde à maior parte dos custos do condomínio. “Um serviço 24 horas vai exigir mais funcionários, por exemplo”, diz Calil.
É importante também considerar que a aquisição pode valer apenas para uma fase da vida. “Caso o comprador pense em ter uma família, ou apenas mais espaço e uma vaga de garagem, vai precisar vender a unidade”, diz Calil.
Fonte: Exame.com
domingo, 28 de setembro de 2014
ALUGUEL: Investidores estão desistindo dos imóveis na capital
Rentabilidade varia atualmente de 0,25% a 0,4% do valor
Fuga. Investidores que compram imóveis para alugar estão sumindo do mercado; retorno é baixo
Os investidores que compram imóveis para locar estão ficando escassos no mercado. A dificuldade para locar e a rentabilidade baixa, que varia de 0,25% a 0,4% do valor do imóvel, são alguns dos motivos que estão afugentando os investidores. “O número de pessoas que adquirem um imóvel com interesse de alugar vem diminuindo nos últimos anos”, diz o proprietário da Imov, Ivan Bomtempo.
Ele conta que, há um ano, o tempo médio para locar um imóvel variava de 15 a 30 dias na capital. “Hoje, dependendo do preço do aluguel e localização varia de três meses a seis meses. Hoje, tem muita oferta de imóveis para locar”, observa.
Para o empresário, há um descompasso entre o preço do aluguel na cidade e o reajuste dos salários, o que fez com que vários proprietários tivessem que adequar os preços à realidade do mercado, reduzindo o valor do aluguel na casa dos 10%.
No caso dos investidores que compravam imóveis para vender mais tarde, Bomtempo verificou redução. “Há cinco anos, chegavam a 40%. Hoje, estão na casa dos 20%. Quem compra imóvel atualmente é para morar”, analisa.
O proprietário da ADR Imóveis, Alexandre Fadel, constata que os investidores estão diversificando seus investimentos. “Há alguns anos, um único investidor chegava a comprar três, quatro imóveis de um prédio na planta. Hoje, quem me procura para comprar um imóvel o faz com a intenção de morar. Vivemos hoje uma outra realidade de mercado”, afirma Fadel.
Sem queda
Mudança. Os especialistas em investimentos e imóveis afirmam que o setor imobiliário vive uma nova realidade de preços, mas não apostam em queda no valor dos imóveis em BH.
Fuga. Investidores que compram imóveis para alugar estão sumindo do mercado; retorno é baixo
Os investidores que compram imóveis para locar estão ficando escassos no mercado. A dificuldade para locar e a rentabilidade baixa, que varia de 0,25% a 0,4% do valor do imóvel, são alguns dos motivos que estão afugentando os investidores. “O número de pessoas que adquirem um imóvel com interesse de alugar vem diminuindo nos últimos anos”, diz o proprietário da Imov, Ivan Bomtempo.
Ele conta que, há um ano, o tempo médio para locar um imóvel variava de 15 a 30 dias na capital. “Hoje, dependendo do preço do aluguel e localização varia de três meses a seis meses. Hoje, tem muita oferta de imóveis para locar”, observa.
Para o empresário, há um descompasso entre o preço do aluguel na cidade e o reajuste dos salários, o que fez com que vários proprietários tivessem que adequar os preços à realidade do mercado, reduzindo o valor do aluguel na casa dos 10%.
No caso dos investidores que compravam imóveis para vender mais tarde, Bomtempo verificou redução. “Há cinco anos, chegavam a 40%. Hoje, estão na casa dos 20%. Quem compra imóvel atualmente é para morar”, analisa.
O proprietário da ADR Imóveis, Alexandre Fadel, constata que os investidores estão diversificando seus investimentos. “Há alguns anos, um único investidor chegava a comprar três, quatro imóveis de um prédio na planta. Hoje, quem me procura para comprar um imóvel o faz com a intenção de morar. Vivemos hoje uma outra realidade de mercado”, afirma Fadel.
Sem queda
Mudança. Os especialistas em investimentos e imóveis afirmam que o setor imobiliário vive uma nova realidade de preços, mas não apostam em queda no valor dos imóveis em BH.
DICAS NA HORA DE COMPRAR UM IMÓVEL
Procure ajuda de um especialista: Isso pode economizar tempo, evitar problemas desnecessários, como documentação irregular, e ajuda a realizar um negócio seguro.
Defina
suas prioridades: Veja o quanto
pretende gastar com a compra (quantia em dinheiro, necessidade de
financiamento, disponibilidade do FGTS, carro ou outro imóvel que possa ser
dado como parte do pagamento).
Pesquise: Conclua a
compra do imóvel somente após visitar aproximadamente oito unidades junto à
família. Além disso, veja o imóvel escolhido mais de uma vez, faça uma inspeção
na casa e converse com os moradores.
Negocie: Não tenha
vergonha de pechinchar. Faça propostas inteligentes. Se o pagamento for feito à
vista, não feche negócio pelo primeiro valor ofertado.
Contrato: Ao fechar o
negócio, revise todas as cláusulas contratuais e verifique a documentação do
imóvel.
Novo ou Usado
Lançamento
Use o FGTS
Novo ou Usado
Lançamento
Avalie tudo, desde as obras de outros imóveis da construtora, até a marca dos materiais e equipamentos a serem utilizados.
Informe-se sobre o regime de construção. Se for empreitada, o preço é fechado, mas sujeito a reajustes; se for por administração, o valor efetivo será repassado aos adquirentes com um valor a título desta taxa.
Anote os dados de entrada, prestações intermediárias, índices e periodicidade de reajustes, entrega das chaves e projeção do valor da prestação com a aplicação de juros, no caso de financiamento.
Cheque se o projeto de incorporação foi aprovado pela prefeitura e registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente.
Usado
Quanto mais velho, mais barato será o imóvel.
Observe o estado de conservação e calcule o custo da reforma.
Verifique a Certidão Vintenária, matrícula do imóvel, Habite-se e certidão de tributos imobiliários.
Pesquise o passado do imóvel nos cartórios de Registros de Imóveis e na prefeitura.
Como Pagar
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), depositado mensalmente pelas empresas aos funcionários com carteira assinada, pode ser usado para pagamento total ou parcial do imóvel.
Para obter o benefício, o interessado deve provar que trabalha há pelo menos três anos sob o regime do FGTS e não pode ser proprietário de outro imóvel.
A casa ou apartamento deve estar localizado no perímetro urbano, de preferência no município onde o comprador exerce sua ocupação principal, ou em uma cidade vizinha, na mesma região metropolitana, onde deve morar há pelo menos um ano. O valor do bem não pode ultrapassar R$ 500 mil.
Consórcio
A modalidade é ideal para os que planejam comprar um imóvel, mas não têm a necessidade imediata de adquirir o bem.
O adquirente decide o valor da Carta de Crédito, paga prestações sem juros, porém com uma taxa de administração embutida no valor da parcela.
A contemplação é feita por meio de sorteio ou lance. Também é permitido utilizar o FGTS na aquisição.
Financiamento
Na hora de financiar um imóvel, o banco e o cliente podem definir o tipo de tabela para estabelecer o valor da prestação. Existem duas tabelas mais utilizadas: tabela Price (Sistema Francês de Amortização) e tabela Sistema de Amortização Constante (SAC).
O consumidor deve analisar qual é a melhor forma de pagamento, levando em consideração seu orçamento mensal. A tabela Price é caracterizada pela utilização de juros compostos e também pelo valor fixo da parcela. O valor da amortização é obtido subtraindo-se os juros da prestação.
Já a tabela SAC é caracterizada pela amortização constante do saldo devedor e também pelo valor decrescente da parcela. Neste caso, a prestação inicial é maior do que na tabela Price. Atualmente é a mais conhecida e utilizada.
Documentos
Imóvel
Cópia da escritura e matrícula do imóvel (registrado em Cartório de Registro de Imóveis);
Certidão quinzenária (expedida pelo cartório);
Certidão negativa de ônus reais;
Registro de citação de ações reipersecutórias alienações expedida pelo cartório;
Certidão negativa de impostos expedida pela prefeitura ou cópia do carnê de imposto predial dos últimos cinco anos;
Cópia autenticada do IPTU do exercício acompanhado de parcelas pagas até a data do processo;
Averbação da construção junto ao CGI competente;
Comprador
Cópia do RG e CPF. Se forem cônjuges, de ambos;
Se for assalariado: Carteira profissional e os três últimos comprovantes de renda;
Se for empresário: Contrato social da empresa em que é sócio,
declaração do contador informando a retirada mensal com firma
reconhecida, extratos bancários dos três últimos meses e renda
através de aluguel deve ser comprovada pelo contrato de locação
e escritura definitiva do imóvel;
Se for liberal: Cartas das empresas para as quais o comprador
presta serviço informando rendimentos, declaração com firma
conhecida do comprador informando seu ganho mensal e
extratos bancários dos três últimos meses.
Vendedor
Pessoa física: Mesma relação solicitada aos compradores. Em
caso de espólio e menores deve ser anexada a autorização para
a venda do imóvel;
Pessoa jurídica: Cópia autenticada do contrato social ou estatuto
social na Junta Comercial. Além disso, são necessárias cópias
autenticadas dos seguintes documentos:
• Carta informando a data da última alteração contratual ou
estatutária;
• Indicação dos representantes que assinarão o contrato;
• Certidão Negativa de Débito do INSS (CND);
• Certidão de Quitação de Tributos Federais;
• Documentos de Identificação: Identidade, CIC, Certidão de Casamento, etc.
Fonte: Revista Zap Imóveis
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